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23/03/2010

O dia mundial da água

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Ontem, segunda-feira, 22 de março, o mundo comemorou o Dia Internacional da Água.
Se no Brasil, por exemplo, ela é abundante, em outras regiões do planeta é considerada uma jóia preciosa e tamanha é a sua escassez. Temos a maior reserva de água doce do mundo, o Aqüífero Guarani. Os maiores e mais caudalosos rios estão no Brasil e os pesquisadores mais renomados afirmam que, em pouco tempo, a água doce valerá mais dinheiro do que o petróleo. Apesar de tanta riqueza natural, centenas de municípios brasileiros ainda não têm uma política racional dedicada ao meio-ambiente e, com isso, os rios, principalmente, têm enfrentado dias difíceis. Nova Europa, por exemplo, uma cidade com menos de 10 mil habitantes, polui os rios que atravessam suas terras. Basta uma simples olhadela sobre o Córrego Nova Europa, no entroncamento das ruas Sagrado Coração de Jesus e Prudente de Moraes, logo na entrada da cidade, para a triste constatação. O esgoto domiciliar, em virtude da má conservação, expansão e readequação da rede, é rotineiramente lançado naquelas águas. O crescimento populacional desordenado dos últimos anos aliado à falta de investimentos do Poder Público na área têm maculado as águas, outrora limpas e saudáveis.


No Rio Itaquerê, outra cena lamentável acontecia todos os dias e agora, com menos freqüência. Às suas margens, quando passa por Nova Europa, encontra-se o Matadouro Municipal que, indiscriminadamente, lançava o material da matança em suas águas. De acordo com a assessoria da prefeitura, o matadouro foi fechado, mas há informações seguras, conseguidas pelo Neol, de que ainda ocorrem abates esporádicos. Quanto ao Córrego Nova Europa, a prefeitura diz que está empenhada em levantar verbas estaduais e federais para ampliar e readequar a rede de esgoto atual.


O problema dessa história toda, entretanto, é o tempo que se levará “tentando fazer alguma coisa” para mudar o cenário de poluição desses rios. Ir atrás de verbas é uma coisa muito boa, é verdade, mas isto apenas de nada servirá. Não é hora de esperar, assentados, pelas verbas. É hora de começar, por aqui, através de nossas ações, algo para limpar nossas águas; depois, se realmente vierem as verbas, que sejam usadas honestamente, e isso não isenta a população de ajudar a conservação de nossos rios. (reportagem: Ernesto Schmidt)


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